Conclusão: nossa vaidade pode, às vezes, cegar nossa coerência.



Escrito por Carol F. às 14h19
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Perdão, por estar assim.

Se uma rede captura alguém, apesar da distração que a permitiu capturar, esse alguém não é culpado. A rede enrosca, nega a tentativa de liberdade. A rede que agora capturou possui fios resistentes, entrelaçados com tanta força que os losangos ficaram minúsculos. A tentativa de escapar dói e o insucesso causa medo, muito medo, reforçando o entrelaçamento. Não era para ser assim e nem será para sempre. Dentro da rede, o medo, o impulso, a tristeza e o erro são maiores, é preciso compreender, recordar-se do que verdadeiramente é, sou, antes da rede, porque o problema está apenas nela. Se as asas de alguém estão soltas, qualquer contratempo é superado pelo nobre do coração. Se as asas estão presas, por conta daquilo ou por algo mais fraco, ou mais forte, o coração continua nobre. Não pode esquecer isso, assim como não pode esquecer de que apesar do encontro solitário com a armadilha, todos que são amados continuam sendo amados. Logo o ponto mais fraco. Da rede. Será encontrado.



Escrito por Carol F. às 12h22
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Sobre as pequenas grandes coisas

Clarice Lispector escreveu uma crônica chamada “O milagre das folhas” que muito me encanta. É uma crônica suave, essa história do milagre que não é visto como milagre e sim como coincidência, sem que isso quebre o encanto. Veja o desfecho: “Um dia uma folha me bateu nos cílios. Achei Deus de uma grande delicadeza”. Vai parecer exagero, mas nesse momento virei uma folha. A leveza tomou meu corpo como aquelas alegrias que nos entorpecem, a visão que tive foi de folha e pude até ver em quais cílios cairia, segredo. Coincidências, milagres, sinais. A interpretação depende muito do seu estado químico, ou espiritual, ou os dois. Minha interpretação sempre foi para sinais, sinais tão pequenos e que me assombram. Inevitável não voltar à Clarice e seus momentos epifânicos. Lembro-me do dia que a procurei na biblioteca depois que minha adorável professora de literatura explicou o que era epifania, para mim foi como a definição de inúmeros momentos de minha vida. Como não recordo exatamente as palavras de Ana Maria, recorro ao Houaiss: manifestação ou percepção da natureza ou do significado essencial de uma coisa. Apreensão intuitiva da realidade por meio de algo geralmente simples e inesperado (como um lugar-comum ou uma pessoa vulgar). Não confundir essa sensibilidade com alienação, não, é o oposto. Na verdade, se deixo de perceber esses sinais é porque estou alienada da vida, ocupada demais, apressada demais, triste demais. Ninguém deve se alienar assim. Cada folha que cai, vento que empurra, cor que nasce, sorriso que insiste, novo que estranha, e tanta coisa que se revela assim, pela natureza ou por palavras. Certa noite de céu límpido, estávamos observando as estrelas surgirem, a pessoa mais especial do mundo ensinou-me então que as estrelas ficam na espreita e quando elas vêem que tem alguém olhando aparecem. Mais doce impossível. Agora mesmo chamei minha mãe para ouvir a versão do Queen para “Somewhere over the rainbow”, os olhos brilharam, um grande sorriso e disse deslumbrada: “Que lindo!”, mais um sorriso inesquecível. Já contei do dia que estava andando pela faculdade e? Não contei. Estava novamente na mais especial das companhias quando o galho de uma planta se soltou de não sei onde e repousou na minha frente primaveras de um rosa-claro. Foi minha vez em achar Deus de uma grande delicadeza, e ainda, agradecer à Primavera pela gentileza. Ora, sua louca! Sinalizam o quê? Acho. Sinto pelo achismo. Acho que existe algo ou alguém querendo mostrar que mesmo estando profundamente triste com as atrocidades do mundo, continua acreditando nesse mundo e ainda cria, por amor, manifestações de sua vivacidade, algumas grandiosas. No entanto, pela necessidade freqüente de mostrar seu amor criou mágicas sutilezas para dizer todos os dias: quero vê-los felizes. Imagino que essa seja a origem de todo nosso desejo em ver quem amamos feliz. Uma corrente se formou e é eterna, se movimenta em todos os gestos, sinais, coincidências ou milagres. Feliz, mesmo consciente, mesmo sabendo do que sabe. Continuo insistindo, conviver com suas tristezas, inconformações e dores de forma cordial para que elas não lhe machuquem e lhe impeçam de lutar, de viver. Seja feliz e sejamos todos.

Escrito por Carol F. às 20h05
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Nos posts abaixo, um grande desabafo.

Contra os decretos e contra à inconstitucionalidade!

Por um ensino superior democrático e de qualidade!

http://grevenaoeferias.blogspot.com



Escrito por Carol F. às 19h52
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Tudo bem por aí?

Está tudo bem por aqui.

O quê? O Laboratório da Biologia? Ah! É só improvisar, tanta sala sobrando!

Laboratório de Editoração? Laboratório de RP? Não tem computador para todo mundo? Ah! É só improvisar, senta em grupo!

Aula de fotografia precisa de equipamento? É só comprar ora!

Quer fazer pesquisa? Me conta sua idéia! Huuuum... Acho que não tem professor nessa área e o que tem está se dividindo entre vários orientandos. Então, faz assim, entra em alguma pesquisa em andamento, engesse sua idéia, seu conhecimento, sua empolgação, sua vontade!

Parece que estamos com três disciplinas sem professor!

Um mês e nada. Será que essa matéria vai ficar para o próximo semestre? Não, contrataram vários conferencistas. O problema não está no profissional, mas na instabilidade que isso representa. Que nada! Pelo menos não ficamos sem aula!

Olha só, esses lixos cheios, banheiros fétidos, não vejo um funcionário aqui à noite! Ah! Estudante é porco! Não seria a falta de funcionários? Que nada! Frescura! Fica sem respirar que você consegue usar o banheiro. 

Aumentou o preço da comida no restaurante! Aumentou meu aluguel! E eu não consegui nenhuma bolsa auxílio. Ah cara! Se vira! Você estuda de graça e ainda reclama!

Por aqui está tudo bem, e por aí?



Escrito por Carol F. às 19h36
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Do bolso do Serra:

1. Decreto 51.460 (01/01/2007)

Fragmenta ainda mais a área educacional: a educação básica fica na Secretaria da Educação; o Centro Paula Souza na Secretaria de Desenvolvimento, desmembrado da Unesp; e as universidades estaduais na Secretaria de Ensino Superior (recém criada). A FAPESP fica na Secretaria de Desenvolvimento.

 

2. Decreto 51.461 (01/01/2007)

Ataca a autonomia universitária; desconhece a pesquisa básica, privilegiando a ''operacional''; ignora o tripé que caracteriza as universidades — Ensino/Pesquisa/Extensão; sequer prevê o financiamento das universidades e nem sua articulação com a educação básica.

 

3. Decreto 51.471 (02/01/07)

Veda, por tempo indeterminado, a admissão ou contratação de pessoal no âmbito do Estado, atividades agora ainda mais centralizadas no Executivo, via Secretaria de Gestão Pública.

 

4. Decreto 51.535 (01/02/2007)

Dá nova redação ao artigo 42 do Decreto nº 51.461, de 1º de janeiro de 2007, que organiza a Secretaria de Ensino Superior e dá providência correlata.

 

5. Decreto 51.636 (09/03/07)

Obriga as universidades a ingressarem no Siafem/SP e autoriza a Secretaria da Fazenda a deduzir — das liberações financeiras do Tesouro do Estado — valores equivalentes às contribuições previdenciárias ''patronais'' não recolhidas pelas universidades (art. 12). Observação: este segundo item contraria acordo entre Executivo e Legislativo durante as discussões da LDO-2006 e da LDO-2007.

 

6. Decreto 51.660 (14/03/07)

Composição da Comissão de Política Salarial (CPS): Secretários da Fazenda, de Economia e Planejamento, de Gestão Pública, do Emprego e Relações do Trabalho e Procurador Geral do Estado. A CPS estabelece as diretrizes de política salarial e a Secretaria de Gestão Pública conduz as negociações salariais junto às entidades representativas dos servidores integrantes da Administração Direta e das Autarquias. Todas as reivindicações, instituições ou revisões de vantagens e benefícios serão analisadas previamente pela Unidade Central de Recursos Humanos da Secretaria de Gestão Pública.



Escrito por Carol F. às 19h36
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Assembléia unificada na Unesp Bauru, dia 19 de junho de 2007:

 

Quase mil pessoas apareceram. Docentes eram minoria. Funcionários também estavam presentes. Horário inadequado: 14 horas. Quem trabalha, não pôde comparecer. Reparei em novas presenças nessa Assembléia além dos rostos de sempre. No primeiro momento, fiquei feliz em ver tanta gente, depois, um amigo meu do curso de Sistemas de Informação comentou que aquelas pessoas diferentes eram alunos da Engenharia que compareceram para votar contra a greve. Nesse segundo momento, também fiquei feliz porque pensei que naquela tarde ouviria opiniões diferentes, pois nas últimas assembléias a plenária sempre foi composta por favoráveis à greve, favoráveis aos quais me juntei desde o começo. Seria interessante ouvir outros argumentos, sentei-me, empolgada. Mudei de lugar três vezes por causa de alguns poucos fumantes que insistiam em poluir o ar do Guilhermão e piorar minha tosse (estou doente desde a declaração dos decretos, psicossomática?). Mas tudo bem, o importante era ouvir o que tinham pra dizer. Minha curiosidade em ouvir os contrários à greve. Vamos lá! Quero argumentos! Conversei com pessoas à minha volta, também contrárias, trocamos idéias e nos respeitamos. Nesse terceiro momento, fiquei feliz por esse respeito mútuo. Prestar atenção lá na frente. Proposta de votação separada por segmentos. Não concordo, e mais gente não concordou, unificados até o fim! Nesse quarto momento, feliz novamente. Os professores me preocuparam ao falarem da falta de união dos docentes e que não seria possível sustentar a greve com a minoria participante e muito menos falar por toda a categoria. O professor Luís Fernando colocou a posição dele e eu achei injusta a exaltação da plenária favorável à greve em relação ao professor, que a meu ver, é um dos grandes pensadores da Nossa universidade. Fico imaginando como deve ser realmente difícil ser professor nessas horas, fazer parte da primeira categoria a recuar e, sinceramente, como estudante, não quis aceitar a verdade da fraqueza do movimento docente, no entanto, ao mesmo tempo consigo compreendê-los (esses que continuam no barco). Nesse quinto momento, fiquei bem menos feliz e um pouco tensa. Por que os professores abandonaram a luta? Por que outros nem entraram e nem ao menos se manifestaram? Decepção. Precisamos dos nossos mestres, precisamos de orientação. Obrigada aos que compareceram e se manifestaram até agora, aos outros, decepção. Olhei novamente para o Guilhermão cheio e notei um tumultuo do lado esquerdo, onde estava a minoria barulhenta daqueles que vieram para votar contra a greve. Do meu lado, vi três estudantes respondendo a alguma provocação aos contrários. Calma pessoal, calma. Microfone aberto aos inscritos.

Escrito por Carol F. às 19h35
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Os decretos não foram revogados, além de ferir inconstitucionalmente Nossa autonomia e limitarem mais ainda as pesquisas de base, não está claro até agora quais foram os motivos de sua criação. Desconfiamos, mas a sociedade ainda não entendeu e a grande mídia, ao invés de ajudar, confunde. A reitoria da USP ainda está ocupada, entendo que se finalizarmos o movimento que começou há mais de três semanas seria como abandonar os colegas da USP, aliás, não só da USP, mas da Unicamp e de outras unidades da Unesp. Um representante dos contrários alegou que uma minoria decidiu pela greve, nós que ali estávamos não representávamos nem 10% da Unesp Bauru. Não mesmo. Contudo, estudante que não ouvi o nome (acústica ruim do anfiteatro), serei muito sincera agora e até um pouco deselegante, se a maioria não esteve presente na primeira Assembléia que decidiu pela greve o problema é dela, o desinteresse foi... da maioria. Sinto muito. A entrada não foi restrita e o evento foi divulgado. Outro argumento dos contrários foi dizer que o Comando de Greve está derrotado. Se derrota é trabalhar por um esclarecimento dos decretos, somos derrotados. Se derrota é tentar debater os problemas da educação brasileira, somos derrotados. Se derrota é tentar e conseguir organizar um movimento para representar a Nossa universidade na luta pela qualidade da Nossa formação, sim, somos derrotados. Se derrota é conseguir manter atividades com freqüência no campus paralisado, somos derrotados. Se derrota é conseguir dos poucos professores que continuaram na greve mais um esforço para trazer outros professores, somos derrotados. Se derrota é conseguir, “pelo menos” um decreto declaratório, somos derrotados. Se derrota é conseguir mobilizar estudantes do país inteiro, somos todos juntos, derrotados em âmbito nacional. Se derrota é conseguir transformar Nossa carta de reivindicações em um documento legal assinado pelo reitor Marcos Macari e fazê-lo se comprometer quanto à construção da moradia estudantil somos derrotados. Se derrota é conseguirmos o respeito da imprensa local e de alguns mestres que reconheceram a organização do movimento estudantil da Unesp, somos derrotados. Se derrota é usar um instrumento legal da democracia como a greve, somos derrotados. Se derrota é trazer à tona, como nunca foi feito, os problemas da Nossa universidade e da Nossa educação através de atos, palestras, assembléias em vários locais do Brasil, além de blogues e outras publicações, somos derrotados.

Escrito por Carol F. às 19h35
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Nesse sexto momento, me senti uma derrotada. Chegou a hora da votação pela manutenção ou não da greve. Pela primeira vez fiquei nervosa em uma Assembléia, porque me irritava ver a divisão que estava se formando ali dentro. Ofensas, difamações e injúrias. Dos dois lados. Mas claramente, os “vencedores” quebraram o decoro primeiro, atiraram a primeira pedra assim que chegaram com as brincadeiras em voz alta contra os “derrotados”. Minha irritação veio disso. Se eles são contra, por que não apareceram desde o primeiro momento? Por que não se organizaram como os “baderneiros”? Por que não se manifestaram de forma decente através de um blogue ou pela presença nos GDs? Alegam falta de democracia, no entanto, refiro-me agora a todos que ficaram contra a greve e contra ao movimento, independentemente de serem estudantes, funcionários, professores ou não envolvidos diretamente com a educação (se isso é possível) e que não se informaram, não se questionaram ou não acompanharam as discussões: como bem colocou um dia Renato Janine Ribeiro, democracia é conflito. Mas o que aconteceu na Assembléia do dia 19 não foi um conflito democrático porque o lado dos “vencedores” não tinham sequer argumentos para conflitar sobre o tema, apenas ignoraram e ainda ignoram, pelo que vi nos comentários apelativos no blogue “Greve não é férias”, que a situação é muito séria e que o Movimento Estudantil “derrotado” nesse quase um mês de greve conquistou muito mais dos que os últimos três anos sem grandes mobilizações. 490 votos de “derrotados” e simpatizantes contra 368 dos “vencedores” e simpatizantes (sempre deixando claro, não quero generalizar, meu respeito àqueles que compareceram com seriedade). Foi o sétimo momento, foi feliz e durou alguns segundos, porque o clima que ficou foi o de discórdia entre os estudantes de uma mesma universidade e de certo desalento entre os professores. Ouvi muito, “Onde estão os resultados concretos?”, “não tem jeito”, “sempre foi assim”. Resultados concretos! Quando se trata de uma questão tão abrangente como a Educação é necessário ter paciência em esperar, é provável que os “resultados concretos” só apareçam quando essas turmas de hoje e mais algumas turmas se formarem. Seria mais rápido se não fosse os interesses escusos de nossos líderes cheios de retórica. Não tem jeito, sempre foi assim. Isso me lembra os Teólogos da Libertação e o termo “pessimismo defensivo”, abaixo o pessimismo defensivo! A hora é de otimismo, se o otimismo não partir da juventude vai partir de quem? Desses que nos ridicularizam???



Escrito por Carol F. às 19h34
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Revista Veja:

“Viva o movimento estudantil...

                        ... da Venezuela.”

 

“O herói da USP. Xingado pelos grevistas, o professor Abdalla dá um bom exemplo: ele quer ensinar.”

 

“O deboche dos privilegiados da USP”

 

“Se os estudantes uspianos não estão satisfeitos com as medidas implementadas pelos legítimos defensores do poder público, que dialoguem ou peçam transferência para escolas privadas”.

 

“Os invasores da reitoria sofrem de uma doída premente e incurável nostalgia da ditadura... O invasor de reitorias é um nostálgico de uma vida não vivida... Neste Brasil tolerante ao ponto da permissividade, invasor de reitoria goza de tanta impunidade quanto senador que tem negócio escuso com empreiteira.”

Ensaio de Roberto Pompeu de Toledo

 

Nostalgia da ditadura? Creio que não. Agora, se há essa nostalgia em alguns, é pela falta de exemplos atuais de luta. Essa tentativa de ridicularizar o Movimento Estudantil só revela a pobreza de exemplos que não devem ser seguidos pelos jovens de hoje. Exemplos de covardia, de corrupção e imoralidade que acabam influenciando os nossos “vencedores”. Diante desse cenário repleto de egoísmo, enganações e interesses dos mais variados é impossível alcançar a leveza que eu gostaria no meu parágrafo final. O que me resta é implorar por uma reflexão e deixar uma citação do já citado Renato Janine Ribeiro: “Democracia é conflito sim. Que debaixo venha o clamor, embora tenha custo terrível, isso é legítimo”.



Escrito por Carol F. às 19h33
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Texto do Prof. Paulo Martins, provavelmente, recusado pela Folha de São Paulo. Vale ler e reler!!!!

http://stoa.usp.br/briannaloch/weblog/3241.html



Escrito por Carol F. às 11h05
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Mamãe linda, o conto abaixo foi feito especialmente para você, com muito Amor. Nem vou escrever muita coisa aqui porque a história já é suficientemente grande. Lembre-se, você é minha estrela maior e mais bonita!!! Feliz Dia das Mães!!!!

Aproveito para desejar felicidade às mamães dos amigos visitantes. Coloquem os nomes das estrelas de vocês aqui também, nos comentários, completem a Constelação da minha cidade. A estrela aqui de casa é a Maria.

Beijosssss mães!!!!

Obs.: O Conto tem 10 partes, para ver o final será necessário clicar nas mensagens anteriores.



Escrito por Carol F. às 21h13
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A Estrela Maria

Parte I

Todo mundo pensa que os pontinhos de luz que vemos no céu são as próprias estrelas, é verdade, mas alguns desses pontinhos que vemos são as luzes das casas de algumas estrelas acesas. Tem estrela que é resplandecente, a luz viaja, viaja e chega aqui na Terra. Têm outras que precisam acender uma lâmpada na casa delas para serem vistas. Estrelas não gostam da escuridão e como o espaço é imenso, as distâncias são muito, muito grandes, o que cria “enormes vastidões” sem luz.

         Todo mundo diz que estrelas-cadentes são meteoros, é verdade, mas às vezes são estrelas meio atrapalhadas que tropeçaram nesses meteoros e caíram mesmo! Existem estrelas viajantes também. Viajam por curiosidade, querem conhecer novas galáxias. Outras, por algum motivo, foram expulsas de suas constelações e vagueiam tristes pelo espaço. Sabe a calda da estrela-cadente? É a bagagem dela. Normalmente, estrelas são vaidosas e quando saem para viajar... Levam um infinito de coisas!



Escrito por Carol F. às 21h07
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Parte II

Certo dia, a menina estava olhando para o céu do quintal de casa. O pescoço doía um pouco, então ela achou melhor deitar-se no chão. Mamãe quando viu, tratou logo de fazê-la se acomodar numa dessas cadeiras de praia.

 

- Inclina bastante a cadeira Mamãe!

 

         A Mãe ri. Sempre acha curioso esse fascínio da filha pelas estrelas. A menina se deita na cadeira, sobra espaço depois dos pés pequenininhos. Sua Mãe senta-se bem ali. Ela olha para a Mamãe iluminada pela lua e pensa que ela bem podia ser uma estrela também, troca de lado e senta com a cabeça no colo. Além da cabeça da Mamãe ela agora vê aquela constelação das três estrelas, sim, ela leu em algum lugar, são as “Três Marias”.

 

- Mamãe, põe a cabeça um pouco pra lá...

 

         “Não é possível” – pensou a menina.

 

- Mamãe, se abaixa só um pouquinho.

 

         Não, não é possível, primeiro aquele cometa e agora...”.

A menina fica inquieta e se levanta apontando o dedinho pra cima.

 

- Uma, duas...

 

         Mamãe pergunta:

 

- O que foi querida?

 

- Uma Maria, duas Marias... Cadê a terceira?!?



Escrito por Carol F. às 21h06
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Parte III  

 O endereço das Três Marias, também conhecidas como Mintaka, Alnilan e Alnitaka é a Constelação de Órion. Ao redor das trigêmeas Marias vivem os seus irmãos Betelgeuse, Bellatrix, Rigel, Saiph, Aldebaran e o brilhante Sírius.

         Apesar de serem iguais: cinco pontas, brilhantes e de grandes olhos, possuem personalidades bem diferentes.

         Maria I, a Maria Primeira é uma estrela muito silenciosa, muito calma. Adora ouvir música beeeeeem baixinho, principalmente músicas lentas. Às vezes, ela coloca fones de ouvido e passa horas contemplando o Universo. Maria Primeira é muito brilhante e seu brilho mais forte é o azul.

         Maria II, a Maria Segunda é uma estrela muito falante e inquieta. Adora ouvir música beeeeeeem alto, principalmente músicas agitadas. Às vezes, ela liga o rádio no último volume e passa horas dançando. Maria Segunda é a mais brilhante e seu brilho mais forte é o amarelo.

         Maria III, a Maria Terceira é uma estrela muito curiosa. Não é silenciosa como a Primeira, nem falante como a Segunda. Tem dia que ela gosta de ouvir música beeeem baixinho, tem dia que ela prefere um som beeeeem alto. Adora todo o tipo de música. Às vezes ela contempla o Universo junto com Maria Primeira. Outras vezes dança com Maria Segunda. Ah! E Maria Terceira tem menos brilho que as irmãs, mas seu Pai tratou logo de instalar uma bela luminária na sua casa. Continua...



Escrito por Carol F. às 21h06
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