Perdão, por estar assim.
Se uma rede captura alguém, apesar da distração que a permitiu capturar, esse alguém não é culpado. A rede enrosca, nega a tentativa de liberdade. A rede que agora capturou possui fios resistentes, entrelaçados com tanta força que os losangos ficaram minúsculos. A tentativa de escapar dói e o insucesso causa medo, muito medo, reforçando o entrelaçamento. Não era para ser assim e nem será para sempre. Dentro da rede, o medo, o impulso, a tristeza e o erro são maiores, é preciso compreender, recordar-se do que verdadeiramente é, sou, antes da rede, porque o problema está apenas nela. Se as asas de alguém estão soltas, qualquer contratempo é superado pelo nobre do coração. Se as asas estão presas, por conta daquilo ou por algo mais fraco, ou mais forte, o coração continua nobre. Não pode esquecer isso, assim como não pode esquecer de que apesar do encontro solitário com a armadilha, todos que são amados continuam sendo amados. Logo o ponto mais fraco. Da rede. Será encontrado.
Escrito por Carol F. às 12h22
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